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  • Vídeo: Acessibilidade Web: Custo ou benefício?Site Externo.
    Esse vídeo com 12 minutos mostra os principais obstáculos e soluções de acessibilidade e usabilidade na web.
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  • Recomendações para a Acessibilidade do Conteúdo da Web 1.0 Site Externo.
    Versão do WCAG 1.0 em português de Portugal. Os itens de acessibilidade web preconizados pelo W3C através do WCAG 1.0, apesar de serem os mais discutidos internacionalmente, ainda servem, em sua maioria, como padrão para desenvolvimento de páginas web acessíveis em todo o mundo.
  • Diretrizes para a Acessibilidade dos Conteúdos da Web 2.0 Site Externo.
    Versão do WCAG 2.0 em português do Brasil. A versão WCAG 2.0 vem substituir as Diretrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web 1.0 [WCAG1.0], que foram publicadas como uma Recomendação W3C em Maio de 1999. Embora seja possível seguir tanto as WCAG 1.0 como as WCAG 2.0 (ou ambas), o W3C recomenda que os conteúdos novos e atualizados utilizem a versão WCAG 2.0. O W3C recomenda também que as políticas de acessibilidade da Web façam referência às WCAG 2.0.
  • WCAG Samurai em Português. Site Externo.
    Esta é uma errata às WCAG 1.0. A WCAG Samurai é uma alternativa à WCAG 2.0. Você pode seguir a WCAG 2.0 ou esta errata, ou mesmo não seguir nenhuma delas, mas não é possível seguir ambas.

Esquerda - Conteúdo.

O que são e como usar landmarks.

Marco Antonio de Queiroz - MAQ.

História da navegação pelo teclado.

Podemos afirmar que sempre existiu uma forma padrão de se navegar com leitores de tela pelas páginas web, somente utilizando as setas e ler a página linha a linha ou o tab para passar por todos os links e campos de formulário. Com o tempo, começou-se a utilizar os saltos para conteúdo, que é uma forma de pularmos um médio ou grande trecho da página até seu conteúdo principal. Com esse recurso apareceu também a utilização do accesskey, que por funcionar tão diversamente nos vários navegadores e também por não funcionar em navegadores somente texto, assim como se atrapalhar com os acessos ao menu dos navegadores quando se utiliza letras, passou a ser disconsiderado para a maioria das pessoas cegas que não frequentam sempre o mesmo site e já tenham decorado a função de cada número ou letra dessas chaves de acesso, além de não ser mais mencionado pelo WCAG 2.0. A procura na mesma página também é um recurso bastante utilizado, podendo-se chegar diretamente a uma frase ou palavra no texto.

Web Standards

Com a chegada das web standards (padrões web) no cotidiano dos desenvolvedores de sites, estas foram fundamentais para que a navegação web se tornasse cada vez mais rápida para algumas pessoas com deficiência, especialmente pessoas com deficiência visual, utilizando-se os próprios elementos do HTML.

Modernos leitores de tela gráficos começaram a usar esses elementos, como o heading (h), table (t) img (g), list (l), list iten (i), edit (e), form (f), para que, ao digitarmos essas letras na tela onde está renderizada uma página web, essa página faça um rolamento automático de elemento em elemento ao se pressionar a letra correspondente àquele elemento.

Isso começou a gerar uma série de acessibilidades na web invisíveis a não usuários dos leitores de tela, pois somente funcionam com leitores de alta qualidade. Assim, se eu, que sou cego, teclar a letra "h" nessa tela, o navegador, junto ao cursor do leitor de tela, vão chegar direto ao próximo cabeçalho - heading (h) da página. Da mesma forma com "t" para tabelas, "g" para a próxima imagem que não esteja em background, para listas com "l" e seus itens com "i", saltar diretamente para formulários com "e" ou "f" etc. Esse foi um grande avanço para o que viria depois e que é a mais recente forma para saltos com leitores de tela: os landmarks.

Nota: Para que as pessoas que enxergam possam entender melhor esse tipo de navegação com leitores de tela, deve-se saber que pessoas cegas não utilizam mouses para rolar a tela ou mesmo para entrar em um link. Outras, apesar de verem normalmente, precisam de algo que seja menos impreciso. É o caso das pessoas com síndrome de Parkinson, alguns com paralisia cerebral ou tetraplegia, etc. Essas pessoas, assim como as pessoas cegas, fazem sua navegação através do teclado, muitas vezes utilizando-se de teclados virtuais, teclados ampliados ou teclados com colmeias, circundando cada tecla como furos, onde se encaixa o dedo, podendo-se teclar com precisão. No entanto, esses últimos não usam leitores de tela e, assim, não se beneficiam das acessibilidades mencionadas nesse texto. Disléxicos e algumas pessoas com síndrome de Down e autismo são ajudadas pelos leitores por esses proporcionarem simultaneamente à visão e à audição a mesma informação em sites acessíveis, consolidando a assimilação dmais rápida dessa leitura.

Landmarks, Pontos ou Marcas de Referência.

landmarks têm a mesma função de saltar trechos da página, só que devemos utilizá-los apenas para marcar blocos importantes e podermos chegar diretamente a eles, como o menu de navegação, conteúdo principal, campos de busca, conteúdo de informação, complementos, etc.

Devemos utilizar sempre o atributo role seguido de = e o valor da marca entre aspas com sua semântica, assim:

  • <ul role="navigation"> </ul> - para menu de navegação;
  • <div role="main"> </div> - para conteúdo principal;
  • <form role="search"> </form> - para pesquisa;
  • <div role="contentinfo"> </div> - para conteúdo de informação;
  • <div role="complementary"> </div> - para informação complementar.
  • Além de outras.

Padrões e Validação de XHTML.

Quando se procura fazer um site totalmente dentro dos padrões web e zerar os erros de validação do (X)HTML em todas as páginas, base de um desenvolvimento correto de acessibilidade, ao introduzirmos o landmark, o validador de código HTML do W3C apresenta erro por não existir oficialmente como passível de validação. Esse erro não existe quando se trata do HTML5 para o qual foi criado. Preferimos ficar com o erro no W3C a deixar de proporcionar esse excelente recurso de navegação e acessibilidade para usuários de leitores de tela.

Usa-se os landmarks da seguinte forma:

  1. no leitor de tela Jaws pressionando-se a tecla ç;
  2. no leitor de tela NVDA pressionando-se a tecla d.
  3. A página rolará de landmark em landmark sequencialmente.
  4. Alguns leitores de tela assumem alguns nomes diferentes para os landmarks como "pontos de referência, marcas de referência ou simplesmente marcas", caso seja ao entrar na página, ou essas mesmas denominações no singular ao se passar por elas no decorrer da navegação.

Faça também acessibilidade em suas páginas web e, ao usar o HTML5 recorra aos seus itens de acessibilidade para todos. Por enquanto, para quem ainda utiliza o HTML4, ou o XHTML 1.0 ou 1.1, temos somente a opção de escolhermos entre o erro de validação de código do W3C, indicado para o atributo "role" e a acessibilidade proporcionada pelos landmarks.

Disponibilizado em: 08/10/2011.

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