Esquerda - Conteúdo.

Guia de Referência em Acessibilidade Web - UNIRIO.

UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
Centro de Ciências Exatas e Tecnologia.
Escola de Informática Aplicada.
Jorge Fiore de Oliveira Júnior.
Simone Bacellar Leal Ferreira.

Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Sistemas de Informação e Comunicação orientados à Usabilidade e Semântica.
Guia de Referência.

  1. Objetivo do Presente Guia .
  2. Introdução.
  3. Sites de Referência.
  4. Validadores, Avaliadores, Verificadores e Simuladores.
  5. Principais Navegadores Textuais, Sistemas Operacionais para Pessoas com Deficiência e Leitores de Tela.
  6. Programas e plug-ins para Acessibilidade de Sites Web.
  7. Acessibilidade utilizando Tecnologias de Informação.
  8. Referências Bibliográficas.

1. Objetivo do Presente Guia.

O presente guia tem por objetivo apresentar, sem críticas, o que existe no mercado com relação à acessibilidade; ele não se propõe a analisar as ferramentas listadas e o que é indicado é de inteira responsabilidade de seus desenvolvedores. Inicialmente é apresentada uma breve introdução sobre os principais conceitos de acessibilidade. Em seguida são listados alguns sites de referência e uma série de ferramentas úteis, como validadores, leitores de tela entre outras.

2. Introdução.

Acessibilidade é a possibilidade de qualquer pessoa, independentemente de suas capacidades físico-motoras e perceptivas, culturais e sociais, usufruir os benefícios de uma vida em sociedade, ou seja, é a possibilidade de participar de todas as atividades, até as que incluem o uso de produtos, serviços e informação, com o mínimo de restrições possível (Nicholl, 2001) e (NBR 9050, 1994).

A acessibilidade digital refere-se ao acesso a qualquer recurso da Tecnologia da Informação, enquanto o termo acessibilidade na Internet é usado, de forma ampla, para definir o acesso universal a todos os componentes da rede mundial de computadores, como chats, e-mail entre outros. Já o termo acessibilidade na Web, ou e-acessibilidade, refere-se especificamente ao componente Web, que é um conjunto de páginas escritas na linguagem HTML e interligadas por links de hipertexto; a acessibilidade na Web representa para o usuário o direito de acessar a rede de informações e o direito de eliminação de barreiras arquitetônicas, de disponibilidade de comunicação, de acesso físico, de equipamentos e programas adequados, de conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos. (Sales, 2003), (Modelo, 2005), (Nevile, 2005) e (http_1).

Com o objetivo de tornar a Web acessível a todos, o W3C criou, em 1999, o WAI (Web Accessibility Initiative), formado por grupos de trabalho voltados para a elaboração de diretrizes ligadas à garantia da acessibilidade do conteúdo na Web às pessoas com deficiência e às pessoas que acessam a rede em condições específicas de ambiente, equipamento, navegador e outras ferramentas Web (Nevile, 2005), (http_3) e (Enap, 2007).

Os membros do W3C/WAI elaboraram o "Estatuto de Recomendação do W3C" (WCAG 1.0); esse documento constitui a primeira versão das Diretrizes para a Acessibilidade ao Conteúdo da Web, lançada em maio de 1999, e até hoje continua sendo a principal referência de acessibilidade na Web (http_3 e http_4).

Ainda em 1999, o governo de Portugal, motivado pela primeira petição eletrônica apresentada a um parlamento (com 9 mil assinaturas), definiu regras de acessibilidade e tornou-se assim o primeiro país europeu e o quarto no mundo a legislar sobre acessibilidade na Web. Em junho de 2000, o Conselho Europeu aprovou o plano de ação "e-Europe 2002", estendendo a iniciativa portuguesa para os 15 países da União Européia (http_2).

No Brasil, a acessibilidade só começou fazer parte das políticas públicas a partir do ano 2000, com a promulgação das Leis Federais n 10.048 e 10.098. A lei n 10.048, de 8 de novembro de 2000, foi elaborada pelo Poder Legislativo e trata do atendimento prioritário e de acessibilidade às pessoas com deficiência nos meios de transportes e outros. Já a lei n 10.098, de 19 de dezembro de 2000, foi escrita pelo Poder Executivo e estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida (Enap, 2007).

Em dezembro de 2004, as duas legislações foram regulamentadas pelo decreto n 5.296. Esse decreto estabeleceu um prazo inicial de doze meses para que todos os portais e sites eletrônicos da administração pública passassem por um processo de acessibilização, de modo a viabilizar a acessibilidade das pessoas com deficiência visual, garantindo-lhes o pleno acesso às informações; esse prazo era passível de prorrogação por mais 12 meses (Queiroz, 2007). Portais e Sites de interesse público, que recebem algum financiamento do governo também tiveram que assegurar a acessibilidade. Com a finalidade de se dedicar à normalização da acessibilidade, atendendo aos preceitos de desenho universal e definindo normas de acessibilidade em todos os níveis, desde o espaço físico até o virtual, foi criado também um Comitê CB-40, da ABNT (http_1). Além disso, a acessibilidade passou a ser o objeto também de diversas leis estaduais e municipais (Enap, 2007).

Entretanto, em julho de 2008, o Brasil assinou a "Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência" Site Externo. na ONU e o Congresso Nacional ratificou, com quórum qualificado, que esta Convenção se tornasse lei brasileira com status constitucional. A acessibilidade na internet foi contemplada nos artigos 9 e 21 da Convenção, tornando obrigatória e crime de discriminação qualquer informação na internet não acessível para qualquer tipo de deficiência e a qualquer categoria de portal, para empresas privadas ou do governo, acabando assim com as restrições anteriores do decreto (http_4).

A Web desempenha um papel fundamental no avanço que a Internet representa no cotidiano das pessoas com deficiência, facilitando a vida deles; ela permite que eles criem novas formas de relacionamento, encontrem oportunidades de trabalho e formas alternativas de diversão (Queiroz, 2007), (Takagi, 2004), (Petrie, 2006) e (Queiroz, 2007).

Apesar de indubitavelmente importante, a acessibilidade digital e na Web não é tão simples. Por exemplo, pessoas com deficiência possuem limitações sensoriais e motoras que devem ser compensadas de alguma forma, a fim de viabilizar o acesso dessas pessoas aos recursos computacionais e, para isso, as organizações necessitam adaptar seu hardware e seus sistemas, a fim de fazer com que um computador possa ser usado por pessoas com deficiência (Harrison, 2005). O problema é que essa adaptação requer um conhecimento técnico e pessoas especializadas, o que faz, muitas vezes, que organizações não dediquem os esforços necessários ao processo de acessibilização (Tangarife, 2005).

Entre os trabalhos que começaram a ser desenvolvidos no âmbito nacional, encontra-se um estudo comparativo das normas de acessibilidade adotadas por vários países e uma análise detalhada das regras e pontos de verificação do órgão internacional WAI/W3C; esse estudo resultou na confecção do Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico (e-MAG).

Com base nas recomendações do W3C/WAI, foram desenvolvidos programas que avaliam o nível de acessibilidade das páginas de um site. Esses programas detectam o código HTML e fazem uma análise do seu conteúdo, verificando se está ou não dentro do conjunto das regras estabelecidas; no final, eles geram relatórios com uma lista dos problemas encontrados e que devem ser corrigidos para que o site possa ser considerado acessível (Spelta, 2003).

3. Sites de Referência.

3.1 - Acessibilidade Brasil.

  • http://www.acessobrasil.org.br Site Externo.
    • Sociedade constituída por especialistas da área de educação especial, professores, engenheiros, administradores de empresas, arquitetos, desenhistas industriais, analistas de sistemas e jornalistas, que têm como interesse comum o apoio, ações e projetos que privilegiem a inclusão social e econômica de pessoas com deficiência, idosos e pessoas com baixa escolaridade.

3.2- Acessibilidade Legal - (Marco Antonio de Queiroz - MAQ)

  • http://www.acessibilidadelegal.com
    • Site de referência sobre acessibilidade na web, usabilidade e tecnologias assistivas. Criado por Marco Antônio de Queiroz (MAQ). O site é composto por artigos conceituais e técnicos sobre as áreas listadas acima e sua intenção é divulgar acessibilidade para que seja possível ter uma web para todas as pessoas.

3.3 - Acessibilidade na Apple Computer.

3.4 - Acessibilidade na IBM

3.5 - Acessibilidade na Microsoft Corporation.

3.6 - Acesso Digital.

  • http://acessodigital.net Site Externo.
    • Grupo de especialistas em acessibilidade, design, padrões web, usabilidade e tecnologias assistivas, cuja união ocorreu naturalmente, quando foi percebido o quanto os integrantes possuíam experiências diferentes, porém complementares e, especialmente, porque todos compartilhavam o mesmo sonho: A máxima acessibilidade à informação.

3.7 - Bengala Legal (Marco Antônio de Queiroz - MAQ)

3.8 - Centro de Recursos de Acessibilidade da Adobe.

3.9- CSS 2.1 (Cascading Style Sheets - Folhas de Estilo

  • http://www.w3.org/TR/CSS21 Site Externo.
    • CSS é a linguagem de folha de estilo que permite a adição de estilos de formatação de fontes, imagens, espaçamento etc. para documentos estruturados como (X)HTML, XML entre outros. Atualmente encontra-se na versão 2.1, a versão 3.0 http://www.w3.org/Style/CSS/current-work#CSS3 Site Externo. encontra-se em desenvolvimento. Recomendado para acessibilidade na web por desmembrar o estilo do documento estruturado, que é renderizado por alguns softwares de acessibilidade.

3.10- CSS para Webdesign (Maurício Samy Silva (Maujor)

  • http://www.maujor.com Site Externo.
    • Site de referência para aprendizado de CSS, padrões web e acessibilidade. Criado pelo Professor Maurício Samy Silva. O site é composto por diversos materiais e idéias extraídas de livros e da web, com adaptações e traduções elaboradas pelo próprio Maujor. Em seu blog ( http://www.maujor.com/blog Site Externo. ) encontram-se diversas matérias, tutoriais, pensamento, CSS, acessibilidade e conteúdo sobre tableless (design sem formatação através de tabelas).

3.11 - Irish Guidelines for Web Accessibility.

3.12 - Jakob Nielsen.

3.13- Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico - E-MAG.

3.14 - Section 508 of the Rehabilitation Act.

3.15- W3C (World Wide Web Consortium.

  • http://www.w3c.org Site Externo.
    • O Consórcio World Wide Web (W3C) é o responsável por recomendar padrões técnicos e procedimentos operacionais através de tecnologias interoperáveis (especificações, manuais, software e ferramentas) para o desenvolvimento da utilização da rede mundial da Internet pelos diversos recursos tecnológicos (computadores modelo desktop e handheld, telefones celulares entre outros).

3.16-WCAG (Web Content Accessibility Guidelines.

3.17 - WCAG Samurai.

  • http://wcagsamurai.org Site Externo.
    • Elaborado por um grupo de desenvolvedores em 2006, liderados por Joe Clark, um dos participantes da criação do WCAG 1.0, o WCAG Samurai é, na opinião dele, uma atualização do WCAG 1.0, apesar de carecer em alguns itens.

4. Validadores, Avaliadores, Verificadores e Simuladores.

4.1 - Browsershots.

  • http://browsershots.org Site Externo.
    • Site elaborado que ao ser inserido um endereço de página web, pode ser escolhido o modo de exibição da página em diversos navegadores.

4.2 - CynthiaSays

  • http://www.cynthiasays.com Site Externo.
    • Site de avaliação de acessibilidade para páginas na web elaborado pela Hi Software (empresa fundada em 1998 para prover programas e serviços para testar, reparar e monitorar qualidade e conteúdo na web - http://www.hisoftware.com Site Externo.. Pelo CynthiaSays é possível avaliar a acessibilidade através das recomendações do WCAG ou do Section 508 (Recomendações norte-americanas de acessibilidade na web).

4.3 - DaSilva.

  • http://www.dasilva.org.br Site Externo.
    • Site de avaliação de acessibilidade para páginas na web elaborado pela ONG Acessibilidade Brasil. Pelo DaSilva é possível avaliar a acessibilidade através das recomendações do WCAG e do E-MAG.

4.4 - Examinator.

  • http://www.acesso.umic.pt/webax/examinator.php Site Externo.
    • Site de avaliação de acessibilidade para páginas na web em português elaborado pela equipe Acesso da UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento (Órgão Público Português responsável por coordenar as políticas para a sociedade da informação e mobilizá-la através da promoção de atividades de divulgação, qualificação e investigação - http://www.umic.pt Site Externo. Um dos diferenciais do Examinator é classificar de zero a dez (dez é definidor de boa prática) a acessibilidade da página avaliada, percorrendo os diversos elementos e atributos existentes na página e contando o número de ocorrências (erros e boas práticas) possíveis de inferir automaticamente, tendo por base o WCAG 1.0. Muitos desenvolvedores utilizam a nota atribuída pelo Examinator como referencial de acessibilidade técnica da página. É encontrada versão argentina do site no idioma espanhol http://www.accesible.com.ar/examinator/index.php Site Externo..

4.5 - Graybit.

  • http://graybit.com/main.php Site Externo.
    • Site desenvolvido pelos desenvolvedores web Jonathan Fenocchi e Mike Cherim. o site realiza teste on-line convertendo visualmente uma página web colorida para escala de cinza. Este teste é importante para avaliar percepção de contraste em página web.

4.6- Hera.

  • http://www.sidar.org/hera/index.php.pt Site Externo.
    • Site de avaliação de acessibilidade para páginas na web elaborado pela Fundação SIDAR - Acesso Universal (Grupo de trabalho permanente e voluntário em que participam pessoas de toda américa ibérica [países que foram colônias dos antigos impérios espanhol e português] possuidores de conhecimento e experiências na área de acessibilidade na web - http://www.sidar.org Site Externo. Considerado por muitos como um dos avaliadores de acessibilidade mais aderentes aos padrões Web.

4.7 - Juicy Studio.

4.8 - Validador de Folha de Estilos (CSS) do W3C.

  • http://jigsaw.w3.org/css-validator Site Externo.
    • Site de validação de folha de estilos (CSS) do Consórcio World Wide Web, responsável pelas recomendações de padrões para o desenvolvimento da utilização da rede mundial da Internet.

4.9 - Validador de Página (X)HTML do W3C.

  • http://validator.w3.org Site Externo.
    • Site de validação de página (X)HTML do Consórcio World Wide Web, responsável pelas recomendações de padrões para o desenvolvimento da utilização da rede mundial da Internet.

4.10 - Vischeck.

  • http://www.vischeck.com/vischeck/vischeckURL.php Site Externo.
    • Site verificador de cegueira cromática (Daltonismo) em páginas web. Pelo Vischeck é possível verificar visualização de sites nos três tipos de cegueira cromáticas conhecidas: Deuteranopia (uma deficiência na visualização das cores verde e vermelha), Protanopia (outro tipo de deficiência na visualização das cores verde e vermelha) e Tritanopia (uma deficiência, muito rara, na visualização das cores azul e amarela).

4.11 - WebAim.

  • http://www.webaim.org/simulations/screenreader-sim.htm Site Externo.
    • Organização não governamental que criou em 1999 um site simulador de leitor de tela; o WebAIM integra o CPD (Centro para Pessoas com Deficiência) que pertence à Utah State University dos Estados Unidos. Neste simulador são propostas tarefas a serem realizadas pelo usuário para um pequeno treino de navegação em um leitor de tela.

5. Principais Navegadores Textuais, Sistemas Operacionais para Pessoas com Deficiência e Leitores de Tela.

5.1 - Dosvox.

  • http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox Site Externo.
    • Projeto criado em 1993, coordenado pelo Professor José Antonio Borges e elaborado por uma equipe do Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro(NCE/UFRJ). É um sistema operacional para computadores PC voltado a atender os deficientes visuais. O sistema se comunica com o usuário através de síntese de voz sendo compatível com a interface padronizada SAPI do sistema operacional Windows. Composto por diversos softwares como: editor de textos (Edivox), navegador textual de internet (Webvox), calculadora (calcuvox), agenda de telefones (televox), gerenciador de tarefas (clockvox), controlador de apresentações com feedback sonoro (pptvox), jogos entre outros.

5.2 - Jaws - Job Access With Speech

  • http://www.freedomscientific.com/products/fs/jaws-product-page.asp Site Externo.
    • Software leitor de tela desenvolvido pela empresa norte-americana Freedom Scientific. A primeira versão foi criada em 1989 para o sistema operacional MS-DOS. Era um dos diversos leitores de tela que davam acesso aos usuários cegos às aplicações em modo de texto no MS-DOS; em janeiro de 1995 foi lançada a primeira versão para o sistema operacional Windows. Considerado como um dos melhores softwares leitores de tela pagos atualmente, é lançada nova versão uma vez a cada ano.

5.3 - Linvox.

  • http://intervox.nce.ufrj.br/linvox Site Externo.
    • Projeto de utilização do sistema Dosvox para o sistema operacional Linux (baseado na distribuição Kurumin. Atualmente encontra-se na versão 2.0. Deve ser utilizado junto a um ambiente de emulação do sistema operacional Windows (recomendado pelo NCE/UFRJ, o emulador Wine).

5.4 - Linx.

  • http://lynx.isc.org Site Externo.
    • Navegador textual de internet desenvolvido para utilização em sistemas com poucos recursos gráficos; criado por Thomas Dickey em 1992 junto ao Grupo de Computação Distribuída e Serviço Acadêmico de Computação da Universidade de Kansas nos Estados Unidos. Atualmente encontra-se em sua versão 2.8.6, que foi lançada em 11 de outubro de 2006.

5.5 - NVDA - No-Visual Desktop Acess.

  • http://www.nvda-project.org Site Externo.
    • Projeto criado pela Organização NV Acess, fundada em março de 2007 na Austrália; a proposta principal da Organização é dar suporte à projetos e iniciativas para prover soluções em software livre e gratuito para que pessoas com deficiência visual tenham acesso à tecnologia; entre os patrocinadores da Organização destaca-se Mozilla Foundation Site Externo., criadora do navegador de internet Mozilla Firefox e do software gerenciador de correio eletrônico Thunderbird. O NVDA é um software leitor de telas de código-fonte aberto e gratuito para sistema operacional Microsoft Windows XP e Vista, até o momento. O criador que deu o pontapé inicial ao projeto foi o jovem australiano Michael Curran, de 24 anos de idade, que em 2006 largou o segundo ano do seu bacharelado em Ciência da Computação para começar o projeto junto ao amigo James Teh, que também contribuiu com muitas linhas de código para a estrutura inicial do NVDA e continua, atualmente, ainda no desenvolvimento do leitor de telas. Além da versão para instalação no computador, o NVDA tem a vantagem de possuir a mesma versão pronta para ser executada diretamente através de pendrive.

5.6 - Orca.

  • http://live.gnome.org/Orca Site Externo.
    • Projeto elaborado pelo Programa de Acessibilidade da Sun Microsystems Inc - http://www.sun.com/accessibility/index.jsp Site Externo. - com a contribuição de diversas pessoas. Através da combinação de narração, Sistema Braille e ampliador de tela, o leitor de telas Orca provê acesso ao computador para pessoas com deficiência que utilizam o sistema operacional Linux com plataforma gráfica Gnome.

5.7 - Nuance Talks.

  • http://www.nuance.com/talks Site Externo.
    • Software leitor de tela para ser utilizado em telefones celulares por pessoas cegas ou com baixa visão. Foi lançado pela empresa norte-americana Nuance Communications. Atualmente encontra-se na versão 3.5 e tem suporte para mais de 20 idiomas.

5.8 - Virtual Vision.

  • http://www.virtualvision.com.br/baixar.asp Site Externo.
    • Programa leitor de telas para computador com sistema operacional Windows. Lançado pela empresa brasileira Micropower em 1998. O Virtual Vision é hoje o único software leitor de telas em modo gráfico desenvolvido nacionalmente capaz de funcionar sobre os aplicativos mais comuns utilizados na maior parte dos computadores (reconhece Word, Excel, Internet Explorer, Outlook, MSN, Skype, entre outros).

5.9 - Window-Eyes.

  • http://www.gwmicro.com/Window-Eyes Site Externo.
    • Lançado pela empresa norte-americana GW Micro, este software leitor de tela para computadores que utilizam sistema operacional Windows e seus aplicativos. Teve sua primeira versão lançada em 1995. Atualmente encontra-se em sua versão 6.1 (versão 7 em desenvolvimento).

6. Programas e plug-ins para Acessibilidade de Sites.

6.1 - Ases.

  • http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-MAG/ases-avaliador-e-simulador-de-acessibilidade-sitios Site Externo.
    • Avaliador e simulador de acessibilidade de sítios. Programa feito através da parceria entre o Departamento de Governo Eletrônico Brasileiro e a sociedade Acessibilidade Brasil. O Ases é um programa que permite avaliar e simular a acessibilidade de páginas, sítios e portais. Possui Avaliador de acessibilidade, avaliador de CSS e HTML, ferramenta para selecionar o DocType, conteúdo alternativo, associador de rótulos, links redundantes, corretor de eventos e preenchimento de formulários entre outros.

6.2 - Fangs.

6.3 - Lowbrowse

  • http://lowbrowse.lighthouse.org/apache2-default Site Externo.
    • Elaborado pela Organização Internacional Lighthouse - http://www.lighthouse.org Site Externo., este plug-in para o navegador Mozilla Firefox, permite algumas funcionalidades para que pessoas com baixa visão possam ler documentos na internet mais facilmente, como através da modificação de tamanho de texto, aumento de imagem por aproximação, entre outros.

6.4 - Web Acessibility Toolbar - Barra de Ferramentas de Acessibilidade Web.

  • http://www.wat-c.org/tools/index.html Site Externo.
    • Barra de Ferramentas de Acessibilidade criada pelo Web Acessibility Tools Consortium formado pelas empresas Accessible Information Solutions (Austrália), Infoaxia (Japão), Wrong HTML (Japão), The Paciello Group (Estados Unidos) e Juicy Studio (Reino Unido). O objetivo deste consórcio é prover uma coleção de ferramentas gratuitas para auxiliar desenvolvedores e designers no desenvolvimento e teste de conteúdo web acessível. Existem versões das barras de ferramentas para os navegadores Internet Explorer, Opera e Mozilla Firefox.

7. Acessibilidade utilizando Tecnologias de Informação.

7.1 - Adobe Dreamweaver Acessível.

7.2 - Adobe Flash Acessível.

7.3 - Ajax Acessível.

7.4 - Java Acessível.

7.5 - JavaScript Acessível.

7.6 - Microsoft Expression Web Acessível.

7.7 - Microsoft Silverlight Acessível.

8. Referências Bibliográficas.

  • Cartilha Técnica - Recomendações de Acessibilidade para a Construção e Adaptação de Conteúdos do Governo Brasileiro na Internet - Departamento de Governo Eletrônico - Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - Documento de Referência - Versão 2.0 14/12/ 2005.
  • Enap - Material do curso de "e- MAG - Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico" - ministrado pela Escola Nacional de Administração Pública - janeiro 2007.
  • Harrison, S. M. - Opening the eyes of those who can see to the world of those who can't: a case study - Technical Symposium on Computer Science Education - Proceedings of the 36th SIGCSE technical symposium on Computer science education - 2005.
  • Modelo de Acessibilidade - Recomendações de Acessibilidade para a Construção e Adaptação de Conteúdos do Governo Brasileiro na Internet - Departamento de Governo Eletrônico - Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - Documento de Referência - Versão 2.0 14/12/2005.
  • NBR 9050: Associação Brasileira de Normas Técnicas. Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiências a Edificações, Espaço, Mobiliário e Equipamento Urbanos. ABNT. RJ. 1994.
  • Nevile, Liddy - "Adaptability and accessibility:a new framework" - Proceedings of the 19th conference of the computer-human interaction special interest group (CHISIG) of Australia on Computer-human interaction: citizens online: considerations for today and the future - Canberra, Australia - Vol. 122 - Pg: 1 - 10 - Novembro - 2005.
  • Nicholl, A.R.J. "O Ambiente que Promove a Inclusão: Conceitos de Acessibilidade e Usabilidade". Revista Assentamentos Humanos, Marília, v3, n. 2, p49-60, 2001.
  • Petrie,H.,Hamilton,F.,King,N. & PavanP. - Remote usability evaluations With disabled people - Proceedings of the SIGCHI conference on Human Factors in computing systems. Canada.2006.
  • Sales, M. B. de & Cybis, W.de A. - Desenvolvimento de um checklist para a avaliação de acessibilidade da Web para usuários idosos - ACM: International Conference Proceeding Series in Proceedings of the Latin American conference on Human-computer interaction - 2003.
  • Spelta, L. L.: O Papel dos Leitores de Tela na Construção de Sites Acessíveis - Anais do ATIID 2003, São Paulo-SP, 23-24/09/2003.
  • Takagi, H., Asakawa, C., Fukuda K. & Maeda J.: Accessibility designer: visualizing usability for the blind - ACM SIGACCESS Conference on Assistive Technologies - Proceedings of the ACM SIGACCESS conference on Computers and accessibility - 2004.
  • Tangarife, T. & Mont'Alvão, C. - Estudo comparativo utilizando uma ferramenta de avaliação de acessibilidade para Web - Proceedings of the 2005 Latin American conference on Human-computer interaction - p. 313 - 318 - México - 2005.

Sites Institucionais:

Disponibilizado em: 23/02/2009.